Agamenon Almeida

A vida é a arte do possível na busca do impossível.

Meu Diário
01/02/2015 17h59
CONSELHOS PARA QUEM TEM MAIS DE 50 ANOS

  1 - Tome posse da maturidade. A longevidade é uma bênção! Comemore!  Ser maduro é um privilégio; é a última etapa da sua vida e se você acha que não soube viver as outras, não perca tempo, viva muito bem esta. Não fique falando toda hora: "estou velho". Velho é coisa enguiçada. "Idade não é pretexto para ninguém ficar velho".

 2 - Perdoe a você antes de perdoar os outros. Se você falhou, pediu perdão? Deus já o perdoou e não se lembra mais. Não fique remoendo o passado... Não se importe com o julgamento dos outros.

 3 - Viva com inteligência todo o seu tempo. Viva a sua vida, não a do seu marido, da sua esposa, dos filhos, dos netos, dos parentes, dos vizinhos, dos amigos... Nem viva só pra eles, viva pra você também. Isto se chama amor próprio, aquilo que você sacrificou sempre! Nunca viva em função dos outros. Faça o seu projeto de vida!

4 – Coma e beba com moderação; durma o suficiente. Tenha disciplina. Fale com muita sabedoria. Discipline sua voz: nem metálica; nem baixinha; seja agradável!

5 - Poupe seus familiares e amigos das memórias do passado. Valorize só o que foi bom. Experiências caóticas, traumas, fobias, neuroses, devem ser tratadas com o psicoterapeuta.

6 - Não aborreça ninguém com o relatório das suas viagens. Elas são interessantes só pra quem viaja. Ninguém aguenta ouvir os relatórios e ver fotografias horas e horas. Comente apenas o destino e a duração da viagem, se alguém perguntar.

7 - Escolha bons médicos.Não se automedique. Não há nada mais irritante do que um idoso metido a receitar remédio pra tudo o que o outro sente. Faça uma faxina na sua farmácia doméstica.

8 - Não arrisque cirurgias plásticas rejuvenescedoras. Elas têm prazo curto de duração. A chance de você ficar mais feio é altíssima e a de ficar mais jovem é fugaz. Faça exercícios faciais. Socorra os músculos da sua face. Tome no mínimo 8 copos de água por dia e 15min de banho de sol é indispensável.

9 - Use seu dinheiro com critério. Gaste em coisas importantes e evite economizar tanto com você. Tudo o que se economizar com você será para quem? No dia em que você morrer, vai ser uma feira de Caruaru na sua casa. Vão carregar tudo. Não darão valor a nada daquilo que você valorizou tanto: enfeites, penduricalhos, livros antigos, roupas usadas, bijuterias cafonas, ouro velho, prataria preta, troféus encardidos, placas de homenagens. Por que não doar as roupas, abrir um brechó ou dar todas as suas bugigangas?

10 - A maturidade não lhe dá o direito de ser mal educado. Nada de encher o prato na casa dos outros ou no self-service ou numa festa de casamento, falar de boca cheia é insuportável.

11 - Só masque chiclete sem testemunhas. Não corra o risco de acharem que você já está ruminando ou falando sozinho (a).

12 - Aposentadoria não significa ociosidade. Você deve arranjar alguma ocupação interessante e que lhe dê prazer, serve qualquer coisa ganhando ou gastando (se tiver), dinheiro.

13 - Cuidado com a nostalgia e o otimismo. Pessoas amargas e tristes são chatíssimas, as alegres demais, também. Elogie os amigos, não fique exigindo explicações de tudo. Amigo é amigo.

14 - Leia. Ainda há tempo para gostar de aprender. A maturidade pode lhe trazer sabedoria. Coloque-se no grupo sempre pronto para aprender. Não se apresente em lugar nenhum dizendo: sou muito experiente!

15 - Não acredite nas pessoas que dizem que não tem nada demais o idoso usar roupas de jovens, cuidado. Vista-se bem, mas com discrição.

16 - Seja avó dos seus netos, não a mãe nem a babá. Por isso nem pense em educá-los ou comprometer todo o seu tempo com as tarefas chatas de ir buscar na escola, levar a festinhas, natação, inglês, vôlei... Só nas emergências. Cuidado com aquela disponibilidade que torna os outros irresponsáveis.

17 - Se alguém perguntar como vão seus netos, não precisa contar tudo! Evite discorrer sobre a beleza rara e a inteligência excepcional deles. Cuidado com a idolatria de neto e o abandono dos filhos casados.

18 - Não seja uma sogra ou sogro chato. Nunca peça relatório de nada. Seu filho (a) tem a família deles. Você agora é parente! Nunca, nunca, nunca mesmo, visite seus filhos sem que seja convidado. Se o filho ligar pra você, não diga: ah! Lembrou finalmente da sua mãe? É melhor dizer: Deus o abençoe meu filho.

19 - Cuidado em atender ao telefone: se a pessoa perguntar como você vai e você responder "estou levando a vida como Deus quer"; "a vida é dura"; "estou vencendo a dureza"; você vai ver que as ligações dos amigos e dos parentes vão rarear, cada vez mais.

20 - A maturidade é o auge da vida, porque você tem idade, juízo, experiência, tempo e capacidade para se relacionar melhor com aspessoas. Então apague do seu computador mental o vírus da inveja, do orgulho, da vaidade, promiscuidades, cobranças, coisas pequenas e frustrantes para tomar posse de tudo o que você sempre sonhou: a felicidade.

(* Ivone Boechat é mestre em educação, pedagoga, conferencista e escritora. Autora do livro "Estratégias para encantar educadores na Arte de Aprender".)


 


Publicado por Agamenon Almeida em 01/02/2015 às 17h59
 
17/09/2014 09h23
ESTOU EM BUSCA DA FELICIDADE

          Estou em busca da felicidade, e juro, eu achava que era feliz, até que um dia em que me fizeram perceber que eu estava ficando no passado. Estava ficando de fora dos padrões estabelecidos para a felicidade.



          De repente minha TV preto e branco não estava mais na moda, meu radinho de pilha ficou anacrônico, o meu querido sapado 752 da vulcabrás era tão esquisito para os novos padrões, que virei motivo de chacota.



          O meu chevetinho 75, papo amarelo, virou objeto do parque dos dinossauros.



          Fui convencido que para ser feliz eu precisava de uma TV colorida, de um aparelho de som grande e vistoso, de um carro novo e de uma casa nova.



          O mais interessante é que você não percebe, acha mesmo que está ultrapassado, que precisa se atualizar com as coisas novas que estão surgindo.



          E de susto em susto você troca de TV, de som, de carro, de casa e de novo TV, CD, DVD, Blu-Ray, plasma, casa, piscina, viagem, passeios e...... e o tempo passa.



          Então numa noite qualquer você perde o sono e da janela vê a lua que ora clareia, ora se esconde por entre as nuvens. E por não saber explicar o motivo de tamanha insônia, ou quem sabe, talvez, por uma dessas coincidências que ninguém sabe explicar, você começa a pensar na vida e a se perguntar o que você fez dela. E como não há resposta, dolorosamente sente no fundo da alma um enorme vazio.



          Rememoram-se anos e anos de sacrifícios e labutas, buscam-se razões que possam justificar tantas ilusões e atropelos, quando de repente surge a pergunta crucial: como me deixei levar a este ponto?



          Sabemos que nos leitos dos hospitais onde vicejam doentes terminais agarrados a fiapos de vida, que esses não lamentam por ter que deixar os milhões acumulados, o carro ultimo modelo, o apartamento de cobertura ou da TV de plasma de 60 polegadas. Agarram-se desesperados ao que lhes resta de sonhos: uma casinha no campo, uma horta, um pé de laranjeira, uma viagem espiritual, uma vida simples numa cidadezinha qualquer, ou aquele livro que pretendia ler ou escrever.



          Estou em busca da felicidade. Não aquela que me é imposta pelos escusos interesses comerciais dos novos tempos.



         Estou em busca da felicidade que mora dentro de cada um de nós. Da felicidade que nasce no fundo da alma. Da felicidade que faz compreender o quão efêmera é a vida. Da felicidade que precisa de tão pouco.



          Estou em busca da felicidade.



     Da felicidade que só existe nos sonhos, por mais simples e insignificante que possam parecer.



           Agamenon Almeida - Poeta e Escritor.



Publicado por Agamenon Almeida em 17/09/2014 às 09h23
Copyright © 2014. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.
 
25/12/2010 13h21
O CONVITE
Não me interessa o que você faz para viver.
Quero saber o que você deseja ardentemente,
e se você se atreve a sonhar em encontrar os desejos do seu coração.
Não me interessa quantos anos você tem.
Quero saber se você se arriscaria a aparentar que é um tolo por amor,
por seus sonhos, pela aventura de estar vivo.
Quero saber se você tocou o centro de sua própria tristeza, se você se tornou mais aberto por causa
das traições da vida, ou se tornou murcho e fechado, de medo das futuras mágoas.
Quero saber se você pode sentar-se com a sua dor, sem se mexer para escondê-la, tentar diminuí-la ou tratá-la.
Quero saber se você pode conviver com a sua alegria, se você pode dançar loucamente, e deixar que o êxtase tome conta de você, dos pés a cabeça, sem a cautela de ser cuidadoso, de ser realista ou de lembrar das limitações de ser humano.
Não me interessa se a história que você está contanto é verdadeira.
Quero saber se você pode desapontar alguém para ser verdadeiro com você mesmo; se você pode suportar acusações de traição e não trair sua própria alma.
Quero saber se você pode ser leal, e portanto confiável.
Quero saber se você pode ver a beleza mesmo quando o que vê não seja bonito todos os dias, e se você pode buscar a fonte da sua vida na presença de Deus.
Quero saber se você pode conviver com o fracasso, seu e meu, e ainda postar-se à beira de um lago e gritar à Lua cheia prateada: "SIM!"
Não me interessa saber onde mora e quanto dinheiro você tem.
Quero saber se você pode levantar depois de uma noite de tristeza e desespero, cansado e machucado até os ossos, e fazer o que tem que ser feito para as crianças.
Não me interessa onde ou o que, ou com quem você estudou.
Quero saber se você pode ficar só consigo mesmo, e se você verdadeiramente gosta da companhia que consegue, nos momentos vazios...

(Trecho retirado do livro - O Convite de Oriah Mountain Dreamer)

Publicado por Agamenon Almeida em 25/12/2010 às 13h21
Copyright © 2010. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.
 
08/07/2010 09h11
VIDA
Já perdoei erros quase imperdoáveis, tentei substituir pessoas insubstituíveis e esquecer pessoas inesquecíveis.

Já fiz coisas por impulso, já me decepcionei com pessoas quando nunca pensei me decepcionar,
mas também decepcionei alguém.

Já abracei pra proteger, já dei risada quando não podia, fiz amigos eternos, amei e fui amado,
mas também já fui rejeitado, fui amado e não amei.

Já gritei e pulei de tanta felicidade, já vivi de amor e fiz juras eternas, “quebrei a cara muitas vezes”!

Já chorei ouvindo música e vendo fotos, já liguei só para escutar uma voz e me apaixonei por um sorriso.

Já pensei que fosse morrer de tanta saudade e tive medo de perder alguém especial (e acabei perdendo).

Mas vivi, e ainda vivo!

Não passo pela vida…

E você também não deveria passar!

Viva!

Bom
mesmo é ir à luta com determinação,
abraçar a vida com paixão, perder com classe
e vencer com ousadia, porque o mundo pertence a quem se atreve
e a vida é “muito” pra ser insignificante.



Obs.: Compilação de um texto de Charles Chaplin .

Publicado por Agamenon Almeida em 08/07/2010 às 09h11
Copyright © 2010. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.
 
25/12/2009 16h34
a Vida e o Sonho
A VIDA E O SONHO
 
Há um tipo de homem que tem grande desprezo pelo “imediatismo”, tenta cultivar sua vida interior, baseia seu orgulho em algo mais profundo e íntimo. Ele está um pouco mais preocupado com o que significa ser uma pessoa, com individualidade e originalidade. Gosta de solidão e recolhe-se periodicamente para refletir, talvez para acalentar idéias sobre seu eu secreto, do que poderia ser. Este, depois de tudo dito e feito, é o único problema real da vida, a única preocupação valiosa do homem: qual é o verdadeiro talento de cada um, seu dom secreto, sua autêntica vocação? De que maneira se é verdadeiramente ímpar, e como se pode expressar essa originalidade, dar-lhe forma, dedicá-la a algo para além de si mesmo? Como pode a pessoa tomar seu ser interior privado, seus anelos, e usá-los para viver mais caracteristicamente, para enriquecer tanto a si quanto à humanidade com a qualidade peculiar de seu talento? Na adolescência, a maioria de nós vibra com esse dilema, expressando-o seja por palavras e pensamentos, seja por uma simples dor surda e aspiração. Mas, em geral, a vida nos leva para atividades padronizadas.
 
O sistema social de heróis no qual nascemos traça trilhas para nosso heroísmo, trilhas com que temos de nos conformar, às quais nos amoldamos de modo a poder agradar aos outros e tornamo-nos o que eles esperam que sejamos. E, em vez de trabalhar nosso segredo íntimo, aos poucos o escondemos e esquecemos, enquanto nos tornamos homens exclusivamente exteriores, empenhados continuamente no padronizado jogo de heróis no qual estamos por acidente, ligação de família, patriotismo reflexo, ou pela simples necessidade de comer e o impulso de procriar.
 
O “introvertido”  não conserva essa busca interior plenamente viva ou consciente; esta representa algo mais que um problema vagamente consciente, como sucede com o homem imediatista engolido pela máquina. O introvertido acha que é um pouco diferente do mundo, tem algo em si que o mundo não pode refletir, não pode, em seu imediatismo e superficialidade, apreciar; e assim ele se mantém um tanto afastado desse mundo. Mas não em excesso, não completamente. Seria tão bom ser o que ele quer ser, concretizar sua vocação seu talento autêntico, porém é arriscado, poderia transformar seu mundo inteiramente. Afinal de contas, ele é basicamente sonhador, está em uma posição conciliatória: não é um homem imediatista, nem tampouco um homem real, apesar de dar a aparência disso.
 
E assim ele vive em uma espécie de “incógnito”, contente de divertir-se (em seus periódicos momentos de solidão) com a idéia do que poderia realmente ser; contente de insistir numa “pequena diferença”, de orgulhar-se, em seu mais recôndito íntimo, dos seus sonhos.
 
Texto extraído do livro ”A Negação da Morte” de Ernest Becker

Publicado por Agamenon Almeida em 25/12/2009 às 16h34
Copyright © 2009. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.



Página 1 de 3 1 2 3 [próxima»]

Site do Escritor criado por Recanto das Letras